quarta-feira, 24 de junho de 2020

Aquário Paraíba inicia campanha de doação e vende ingressos antecipados para continuar funcionando em meio a pandemia

Local realiza reabilitações de animais marinhos e desenvolve projetos de preservação ambiental

 Há quatro anos funcionando na Praia do Seixas, o Aquário Paraíba conta com mais de 80 espécies de animais da fauna marinha. O local é um atrativo turístico que recebe animais para reabilitação e realiza trabalhos de turismo e educação em escolas e universidades. Por conta do isolamento social, seguindo as recomendações dos órgãos públicos, as visitas foram interrompidas e o Aquário entrou em recesso - o que prejudicou as atividades rotineiras e o faturamento.




Segundo o proprietário Emmanuel Lopes, mesmo com portas fechadas, os custos são muito altos com a manutenção dos animais no local. “Além de promover visitas educativas, valorizando a importância dos organismos aquáticos, reabilitamos animais resgatados e doentes e realizamos projetos e pesquisas de preservação marinha”, relata Emmanuel. 




Como ajudar - Por conta deste cenário, o Aquário Paraíba iniciou a venda do “Ingresso Ajuda”, uma campanha de compra de passaportes antecipados que estão sendo vendidos pelo valor promocional de R$ 10 (dez reais). O local também está recebendo doações de qualquer valor.

Conta para doação
Banco Santander
Agência: 2301  -  Conta Corrente: 13000289-9
SEA SERVIN COMERCIO SERVIÇOS E PROJETOS LTDA
CNPJ: 15.667.265/0001-15

Para mais informações:
Telefone: (83) 98822-0766
Site: https://www.aquarioparaiba.com.br/ e Instagram: @aquarioparaiba


segunda-feira, 30 de março de 2020

Não tente argumentar com bolsominions, eles funcionam como os psicóticos


Em

Um dos conceitos mais caros à Psicopatologia quando se estuda as psicoses é o de delírio. Esse é o sintoma mais importante dessas enfermidades.

Popularmente quando dizemos que uma pessoa "está delirando" geralmente nos referimos àquelas pessoas que estão falando coisas sem sentido e/ou absurdas.

O delírio é um pouco isso mesmo, mas é mais que isso. O delírio define psicose porque é a interpretação que o psicótico faz sobre o seu entorno, mas essa interpretação não condiz em nada com a realidade do mundo onde ele vive. Ou seja, o delirante fala de fato coisas absurdas ou "loucas", acha que o mundo o persegue ou acha que uma pessoa específica é a causa de todos os problemas do mundo.

Quem já conviveu com psicótico sabe que não adianta argumentar contrariamente ao que ele está dizendo. Uma das características fundamentais do delírio é a sua irredutibilidade à argumentação lógica. O pensamento delirante é forte, é definitivo, é irremovível. E é assim porque o delirante construiu o seu mundo dentro dessa realidade paralela. Esse é o seu mundo, os outros é que estão interpretando tudo errado.

Assim, em Psiquiatria aprendemos que não adianta em nada tentar "tirar" do psicóticos aquelas "idéias malucas". Aquele é o mundo dele! Ele não pode abrir mão daquelas idéias sob pena de não saber mais explicar o seu mundo, nada mais fazer sentido na sua realidade.

Bem, talvez aqui vocês já estejam compreendendo onde quero chegar. O pensamento da extrema direita bolsonarista é em tudo semelhante ao pensamento delirante. Através do discurso do seu chefe foi se construindo uma realidade paralela em que o grande perseguidor é Lula e o PT. Essas idéias são de tal modo arraigadas e tão fortemente compartilhada que são - tal qual o delírio - irremovíveis. Não adianta argumentar, não adianta mostrar a falta de lógica do pensamento deles. Não há diálogo com delirantes.

Se o pensamento delirante de um indivíduo é forte, imagine se, hipoteticamente, ele encontra eco e aceitação em um grupo (só lembrando que isso nunca acontece com psicóticos, onde cada um tem seu mundo próprio)! O grupo passa a se retro-alimentar do delírio um do outro e se cria todo um sistema delirante.

É nisso que estamos vivendo. Para sua própria saúde mental, não tente argumentar com um bolsominion. Não vai adiantar de nada.

 

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Publicações científicas por países: contagem por autoria e por artigo

O Science and Engineering Indicators 2020, da National Science Foundation (NSF, EUA), mostra a contagem de artigos científicos1 por país de 2000 a 2018, feita de duas formas.
 
A Figura 1 inclui os 20 primeiros países (em 2018), quando se conta proporcionalmente o número de autores de cada país (contagem fracionária2). Segundo esse método, o Brasil passou de 17º em 2000 para 11º, em 2018, entre os países que mais publicam artigos internacionalmente, quando o número de artigos atribuídos ao Brasil foi de 60.147,96.


 

Na Figura 2, mostra-se a classificação quando os artigos são contabilizados integralmente para cada país representado pelos autores (contagem inteira3). Por esse método, o Brasil passou de 18º em 2000 para 14º em 2018, quando pesquisadores do país se incluíam entre os autores de 73.073 trabalhos.




Entre os 20 países líderes em 2018, o Brasil apresentou o 6º maior crescimento anual (8,98%) na contagem fracionária, e o 5º maior (9,07%), na inteira.


Notas (1) Base SCOPUS/Elsevier, artigos publicados em revistas e em “proceedings” de conferências com revisão por pares, em ciências e engenharias (https://ncses.nsf.gov/pubs/nsb20206/technical-appendix/). (2) A contagem fracionária contabiliza, para cada país representado entre os autores, a fração de participação dos autores do país entre todos os autores do artigo. Este método foi o utilizado pela NSF no corpo de sua publicação, pois elimina o efeito de artigos com muitos autores de muitos países. Segundo esse método, a soma dos artigos de cada país é o total de artigos publicados em cada ano. (3) A contagem inteira contabiliza um artigo para cada país representado entre os autores. Nesse caso, um artigo pode ser contado diversas vezes, uma vez para cada país representado entre os autores.

Fontes Publications output: U.S. trends and international comparisons (Tab. nsb20206-tabs05a-002.xlsx). Science and Engineering Indicators 2020, National Science Foundation, EUA. https://ncses.nsf.gov/pubs/nsb20206/publication-output-by-region-country-or-economy



Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.