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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

O livro "Direito Ambiental e Advocacia" é publicadoo pela OAB-PB

O livro Direito Ambiental e Advocacia, organizado por Anderson Henrique Vieira, Talden Farias, Vescijudith Fernandes Moreira, Vital José Pessoa Filho e Yanara Pessoa Leal, fruto da atuação da Comissão de Direito Ambiental da OAB/PB no triênio 2022–2024, apresenta-se como uma obra coletiva destinada a refletir sobre a prática da advocacia ambiental no Brasil, combinando referenciais teóricos com a vivência cotidiana dos operadores jurídicos.

Um dos principais méritos da coletânea é o esforço de aproximar a dogmática ambiental da realidade forense e administrativa, o que raramente é encontrado em obras acadêmicas sobre o tema. A presença de advogados militantes na organização e autoria dos textos garante uma abordagem prática, enraizada em casos concretos e dilemas vividos nos tribunais e nos órgãos ambientais. Nesse aspecto, a obra se diferencia positivamente de muitos manuais de Direito Ambiental que permanecem excessivamente abstratos e distantes do exercício profissional.

Do ponto de vista temático, o livro acerta ao dar visibilidade a questões centrais e urgentes da advocacia ambiental, como os desafios do licenciamento, os limites da compensação ambiental, a judicialização de grandes empreendimentos e o papel dos princípios constitucionais – notadamente o da precaução e o da prevenção – na defesa do meio ambiente. Esses tópicos permitem compreender a complexidade de uma área marcada pela constante tensão entre interesses econômicos, sociais e ecológicos.

Entretanto, a obra também revela algumas limitações. A primeira delas diz respeito ao caráter fragmentado dos capítulos, algo comum em livros coletivos. Embora cada texto seja consistente, sente-se a ausência de uma maior coesão interna entre os temas, o que poderia ter sido alcançado com introduções mais integradoras ou sínteses comparativas. Essa falta de unidade pode dificultar ao leitor a percepção de uma linha argumentativa central, transformando a leitura em uma sucessão de reflexões autônomas.

Outra questão crítica refere-se ao espaço ainda tímido para perspectivas interdisciplinares. Embora o livro reconheça a natureza multifacetada do Direito Ambiental, os capítulos permanecem majoritariamente no âmbito jurídico, com pouco diálogo com áreas como ecologia, sociologia ambiental, economia ecológica ou ciência política. Em um campo tão dependente de conhecimentos múltiplos, essa ausência pode limitar a compreensão mais ampla dos problemas ambientais contemporâneos.

Ainda assim, a contribuição do livro é significativa. Ele cumpre a importante função de valorizar a advocacia ambiental como prática profissional especializada, evidenciando sua relevância na defesa do interesse público e dos direitos difusos e coletivos. Além disso, ao reunir profissionais atuantes na Paraíba, projeta experiências regionais para um debate nacional, algo que enriquece o repertório da literatura ambiental brasileira.

O livro é composto por 16 capítulos, escritos pelos membros da Comissão de Direito Ambiental da OAB/PB do triênio 2022-2024 e por convidados, além das notas dos organizadores, prefácio e apresentação, abordando os vários temas do Direito Ambiental:

· Notas dos organizadores - Anderson Henrique Vieira, Talden Farias, Vescijudith Fernandes Moreira, Vital José Pessoa Filho, Yanara Pessoa Leal
· Prefácio - Marina Gadelha
· Apresentação - Harrison Targino
· O direito como balizador da relação entre desenvolvimento e meio ambiente na defesa da vida - Aryadne Thais da Silva Menezes, Maria do Socorro da Silva Menezes
· Simplificar ou não simplificar: análise do processo de simplificação do licenciamento ambiental - Camila da Silva Lira, Marcelo Bedoni
· Obsolescência do ente estatal no planejamento urbano à luz das novas regras sobre áreas de preservação permanente de cursos d'água em áreas urbanas consolidadas - Felipe Moretti Laport
· Lixo a céu aberto: a educação ambiental para além da repressão normativa - Leandro Barbosa de Araújo
· Novos sujeitos, novos demandantes: a defesa dos direitos animais em juízo no Brasil - Lucas Afonso Bompeixe Carstens, Vicente de Paula Ataide Junior
· Enfrentar a pecuária para garantir direitos humanos: para além dos projetos reformistas existentes e rumo a uma revolução ecojurídica - Melina Girardi Fachin, Yuri Fernandes Lima
· Responsabilidade penal ambiental do garimpo ilegal em terras indígenas - Mickaele Silva Honório Abrantes
· Extração de areia em áreas de preservação permanente: uma análise da interpretação constitucional da atividade pelo STF sob o enfoque da racionalidade ambiental - Renata Gonçalves de Souza, Mariana de Souza Alves Meireles
· Entre o lucro e a vida: discutindo a elevação da mineração à atividade essencial durante a pandemia da Covid-19 e suas consequências - Renata Gonçalves de Souza, Talden Farias
· A (in)efetividade da proteção jurídica aos animais brasileiros - Romeu Tavares Bandeira, Ruan Réis da Silva Ferreira
· Aspectos gerais do direito comparado e globalização - Ronilton Pereira Lins
· A responsabilidade civil: um estudo acerca de sua aplicabilidade enquanto instrumento de proteção ambiental - Samira Lima Jeronimo Mendonça
· O Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) - Yanara Pessoa Leal, Vescijudith Fernandes Moreira, Ronilson José da Paz
· A imprescindibilidade da certidão de uso e ocupação do solo nos processos de licenciamento ambiental frente à flexibilizacão normativa - Yanara Pessoa Leal, Vescijudith Femandes Moreira, Rosångela Pereira de Lima
· Novos horizontes para a regularizacão fundiária urbana no Brasil - Anderson Henrique Vieira
· A influência do direito internacional ambiental e sua relação no plano constitucional brasileiro - Vital José Pessoa Madruga Filho 

Percebe-se que o livro Direito Ambiental e Advocacia é uma obra que deve ser lida tanto por estudantes quanto por advogados e juristas já atuantes. Sua força reside na articulação entre teoria e prática, mas sua fragilidade está na falta de maior unidade e interdisciplinaridade. Como contribuição, abre espaço para que futuras produções avancem nesse sentido, consolidando o campo da advocacia ambiental não apenas como ramo aplicado do direito, mas como espaço de reflexão crítica sobre os rumos da sustentabilidade e da justiça socioambiental no Brasil.

Publicado pela Editora Sankoré, no Rio de Janeiro, a versão eBook Kindle do livro Direito Ambiental e Advocacia pode ser encontrado na Amazon e a versão impressa no Clube dos Autores (Código: 817354)


domingo, 15 de novembro de 2015

E-book aborda as plantas medicinais mineiras, nativas e cultivadas


Está disponível para download o livro digital em pdf o livro "Tratado das Plantas Medicinais Mineiras, Nativas e Cultivadas", de autoria de Telma Grandi.
 
A professora Telma S. Mesquita Grandi é farmacêutica-bioquímica, graduada pela UFMG, com Mestrado em Microbiologia e Imunologia e especialização em Sistemática de Fanerógamas, pela Universidade de Brasília (UNB).
 
O livro foi escrito com base nas experiências profissionais de quase 40 anos, lecionando na Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade de Uberaba e Centro Universitário Newton Paiva, assim como em outras experiências profissionais, e está disponível em duas versões:

Gratuita - Mais leve, de cerca de 100 Mb, com resolução apropriada para monitor (72 ppi), sendo ideal para leitura e visualização em tela (não permite impressão). Para baixar o arquivo clique aqui: Servidor 1 / Servidor 2.

DVD - Com om imagens apropriadas para tela e impressão (300 ppi), ocupa 520 Mb de espaço, sendo possível copiar o conteúdo textual do e-book. Ideal para pesquisas mais aprofundadas. O valor do DVD é de R$35,00 (mais despesas postais). Para fazer o pedido envie um email para: plantasmedicinaismineiras@gmail.com.

Para saber mais sobre o livro "Tratado das Plantas Medicinais Mineiras, Nativas e Cultivadas", clique aqui.
 
 

domingo, 31 de março de 2013

sábado, 1 de dezembro de 2012

Dinossauros são tema de palestras na FURNE



Na próxima terça-feira (4), às 10 h, no Polo Educacional da Furne, na Av. Getúlio Vargas, em Campina Grande-PB, serão realizadas duas palestras sobre os Dinossauros do Brasil.

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domingo, 18 de novembro de 2012

Livro discute o uso de animais silvestres na medicina popular

O livro Animals in Traditional Folk Medicine: Implications for Conservation (Animais na Medicina Tradicional: Implicações para a Conservação), de acesso restrito, editado por Rômulo Romeu Nóbrega Alves, da Universidade Estadual da Paraíba, do Departamento de Biologia, e Ierecê Lucena Rosa, da Universidade Federal da Paraíba, do Departamento de Sistemática e Ecologia, e publicado pela mundialmente conhecida Springer-Verlag Berlin Heidelberg, reúne 20 artigos de renomados cientistas mundiais sobre um tema tão palpitante que a etnozoologia.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Livro de Acesso Aberto Discute a Biodiversidade Mundial

O livro Biodiversity Enrichment in a Diverse World (Enriquecimento da Biodiversidade num Mundo Diverso), de acesso aberto, editado pelo Dr. Gbolagade Akeem Lameed, da Universidade de Ibadan, Nigéria, e publicado pela plataforma digital Intech - Open Science/Open Minds, reúne 19 artigos de diversos especialistas em biodiversidade do mundo, trazendo estudos relacionados à ecologia, socioeconomia e agricultura.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

UNESP lança livro digital sobre gestão de áreas de riscos e desastres ambientais

A UNESP, Campus de Rio Claro, lança o livro "Gestão de Áreas de Riscos e Desastres Ambientais", organizado pelos pesquisadores Solange T. de Lima Guimarães, Salvador Carpi Junior, Manuel B. Rolando Berríos Godoy e Antonio Carlos Tavares, do Programa de Pós-Graduação em Geografia (IGCE-UNESP), que reúne 15 artigos relacionados à gestão ambiental, resultado da produção dos autores.

Destacam-se como tema inicial as questões relacionadas a riscos ambientais, enfatizando a proteção, prevenção e precaução de elementos relacionados à Natureza. Seguidamente, identifica-se a preocupação nos trabalhos sobre percepção ambiental, com ênfase nos riscos e cartografia de áreas contaminadas, destacando-se as atividades do sistema antrópico (socioeconômico) sobre o sistema natural.
  

domingo, 19 de agosto de 2012

Livro Discute Direito e Auditoria Ambiental


Nesta sexta-feira (24) será o lançamento do livro "Direito, Auditoria e Instrumentos de Gestão Ambiental", de autoria do Biólogo e Advogado Boisbaudran Imperiano.

Publicado pela Editora Sal e Terra, o livro introduz o leitor na questão ambiental vivenciada na atualidade, debatendo sobre o modelo econômico e a problemática ambiental, sobre a pegada ecológica da humanidade e a degradação da biosfera, sobre os desequilíbrios ambientais e a poluição ambiental. Trazendo à luz do texto conceitos como o do desenvolvimento sustentável, da economia verde, da sustentabilidade, do consumo sustentável, da política do reduzir, reutilizar e reciclar.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A Rede de Gestores de Unidades de Conservação é tema de livro lançado pela AMANE

A Associação para Proteção da Mata Atlântica do Nordeste (AMANE) lançou, nessa terça-feira (31), na Livraria Cultura, em Recife, o segundo volume do livro "Saberes e Fazeres da Mata Atlântica do Nordeste", que tem como tema a Rede de Gestores de Unidades de Conservação.

domingo, 1 de julho de 2012

AS-PTA Reedita Livro sobre Agrotóxicos

A AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa lançou mais uma edição do livro Agrotóxicos no Brasil - Um Guia para Ação em Defesa da Vida, de autoria de Flávia Londres, que traz informações importantes sobre a legislação, sobre programas de monitoramento de resíduos em alimentos, sobre como identificar, encaminhar, notificar e prevenir casos de intoxicação, sobre os processos de reavaliação toxicológica dos agrotóxicos autorizados no Brasil, entre outras.
  

sábado, 30 de junho de 2012

INSA lança a Sinopse do Censo Demográfico para o Semiárido Brasileiro

O Instituto Nacional do Semiárido (INSA) lançou, nessa última terça-feira (26), a Sinopse do Censo Demográfico para o Semiárido Brasileiro.
 
A publicação tem como objetivo disponibilizar informações atualizadas acerca das principais características da população da região semiárida, abordando o aspecto quantitativo, distribuição em nível regional e/ou municipal, por sexo, cor ou raça e faixa etária. Os dados apresentados foram extraídos do XII Recenseamento Geral do Brasil (Censo Demográfico 2010), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tendo apenas o recorte da Região Semiárida.

terça-feira, 26 de junho de 2012

CONAMA lança nova edição de seu livro de resoluções

Já está disponível a edição atualizada do livro de resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), publicada pelo Ministério do Meio Ambiente e que foi lançada durante a sua 106ª Reunião Ordinária, no dia 30 de maio de 2012. 

sábado, 12 de maio de 2012

ISPN publica Manual Tecnológico sobre Mel de Abelhas sem Ferrão

O Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), no âmbito do projeto FLORELOS, com o apoio da União Européia, lançou a terceira publicação da série Manuais Tecnológicos, que foi iniciada com dois importantes símbolos vegetais para a agricultura familiar e a conservação dos ambientes naturais do Cerrado brasileiro, o Pequi (Caryocar brasiliense) e o Baru (Dipteryx alata).

O terceiro volume é dedicado à importância que as abelhas nativas sem ferrão oferecem à renda das famílias de agricultores e, principalmente, à manutenção das espécies nativas.

O Manual Tecnológico Mel de Abelhas sem Ferrão foi produzido a partir do conhecimento das famílias de agricultores, povos e comunidades tradicionais e o desenvolvimento de pesquisadores, que optaram por realizar sua pesquisa-ação, para o benefício direto aos produtores familiares e, consequentemente, à rica fauna nativa das abelhas sem ferrão.

Abelha Uruçu-Nordestina (Melipona
scutellaris
) - Paraíba. Foto: Jerônimo
Villas-Bôas
De autoria do Ecólogo Jerônimo Kahn Villas-Bôas, o Manual é extremamente didático e apresenta todas as informações necessárias para aqueles que querem manter estes animais em cativeiro.

Jerônimo Kahn Villas-Bôas é Ecólogo, formado pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), campus Rio Claro. Atualmente é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvmento e Meio Ambiente (PRODEMA), da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, tendo vasta experiência na área de Ecologia, Biologia e Manejo de Abelhas, em especial Meliponicultura e caracterização do mel de abelhas sem ferrão. Atualmente é o Coordenador de Estudos Ambientais (CEA) da Superintendência de Administração do Meio Ambiente - Sudema da Paraíba.

Clique aqui e acesse a publicação [PDF, 6,64 MB].


quinta-feira, 1 de março de 2012

Livro contextualiza o problema das espécies exóticas invasoras no Nordeste do Brasil

O livro "Espécies Exóticas Invasoras no Nordeste do Brasil: Contextualização, Manejo e Políticas Públicas", publicado pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), em parceria com o Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental, com o apoio da Conservação Internacional do Brasil e da Associação para Proteção da Mata Atlântica do Nordeste (Amane), tem como objetivo principal contextualizar o problema das espécies exóticas invasoras na região Nordeste do Brasil, bem como orientar gestores e tomadores de decisão no manejo adequado destas espécies e na construção de uma estratégia de governo capaz de prevenir e mitigar os impactos negativos de espécies invasoras sobre a população humana, economia e meio ambiente, por meio do planejamento e execução de ações articuladas entre os setores do governo e a sociedade civil.
 
Espécies exóticas são aquelas situadas fora do seu limite natural de ocorrência em decorrência do transporte pelos humanos. Algumas destas espécies se estabelecem no novo ambiente e ameaçam a biodiversidade, gerando também altos custos à economia, à saúde e à sociedade. Estas são as espécies exóticas invasoras. Além de ser considerada a terceira maior causa de perda de biodiversidade no planeta, estima-se que as espécies invasoras causam uma perda de 248 bilhões de dólares por ano só na agricultura em todo o mundo.
 
De acordo com o banco de dados nacional de espécies exóticas invasoras, mantido pelo Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental, no Brasil, já foram registradas 386 espécies exóticas invasoras e 11.263 ocorrências de invasão. No livro, estão listadas 69 espécies de animais exóticos invasores ou potencialmente invasores encontrados em sete estados da Região Nordeste (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), ordenados de acordo com seus respectivos hábitats (água doce, marinho-costeiro e terrestre), suas formas biológicas e seus nomes populares. A lista contém também o risco de invasão, o nome científico, os estados onde foram encontrados registros e o número total de registros considerando todos os sete estados.
 
No livro, também estão listadas 51 espécies de plantas exóticas invasoras ou potencialmente invasoras encontradas em sete estados da Região Nordeste (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), ordenados de acordo com suas respectivas formas de vida (arbusto, árvore, ervas e trepadeiras) e seus nomes populares. A lista contém também o risco de invasão, o nome científico, os estados onde foram encontrados registros e o número total de registros considerando todos os sete estados.
 
Baixe a versão digital aqui. (PDF, 6,41 MB)




domingo, 5 de fevereiro de 2012

CNA lança o Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono

A Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, ou ABC, baseia-se em métodos de produção e tecnologias de elevado grau de sustentabilidade, que adotem as seguintes práticas:

a) sistemas integrados (agropastoril, silvipastoril, silviagrícola e agrossilvipastoril);

b) sistemas de baixa movimentação do solo, como o plantio direto; e

c) tecnologias que promovam a substituição de insumos de alta capacidade emissora de Gases do Efeito Estufa - GEEs, como, por exemplo, do uso da fixação biológica de nitrogênio (N), em substituição ao uso de nitrogênio químico, e da melhoria da qualidade das pastagens e/ou do uso de produtos na alimentação animal que diminuam a emissão de gás metano (CH4) pelos bovinos, ovinos e caprinos, assim como no tratamento dos resíduos de dejetos animais.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Embaixada Britânica e com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Banco do Brasil, elaborou o Projeto Agricultura de Baixo Carbono - Capacitação, que produziu o Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono, com o objetivo de incentivar a Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, que contribuirá para proteger o agronegócio brasileiro de potenciais barreiras comerciais no futuro.

O guia também está disponível no blog do CNA, Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono (PDF, 1,91 MB).

 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Última Chance para Ver

Capa do livro Last Chance to See,
publicado pela Ballantine Books,
de Nova York, em 1990.
O livro Last Chance to See (Última Chance para Ver), ISBN 978-0-345-37198-0, ainda sem tradução na língua portuguesa, de autoria de Douglas Adams (o mesmo que escreveu "O Guia do Mochileiro das Galáxias", entre outros livros) e Mark Carwardine, biólogo e fotógrafo da vida selvagem, publicado originalmente em 1990, é um livro extremamente interessante.

Este livro conta o relato de um projeto que os dois autores fizeram, em que pretendiam viajar para observarem alguns dos animais mais ameaçados e raros do mundo antes de sua completa extinção. 


Sobre as espécies
A primeira viagem foi realizada à Madagascar em 1985, e as outras foram feitas num período de 10 meses, entre 1988 e 1989. Douglas Adams e Mark Carwardine realizaram viagens para ver os seguintes animais:

O Aye-aye (Daubentonia madagascariensis), em Madagascar. É um lêmure, um primata nativo que vive nas florestas de Madagascar, sendo o único sobrevivente membro da gênero Daubentonia e família Daubentoniidae e é classificado pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN ou International Union for Conservation of Nature, em inglês) como Quase Ameaçada.

Aye-aye (Daubentonia
madagascariensis
). Foto: Internet.
O aye-aye é uma espécie quase ameaçada, não só porque seu habitat está sendo destruído, mas também devido à superstição nativa. Além de ser um incômodo geral nas aldeias, uma lenda antiga Malagasy diz que o Aye-aye é um símbolo de morte.

O dragão-de-Komodo ou crocodilo-da-terra (Varanus komodoensis), na Indonésia. É uma espécie de lagarto que vive nas ilhas de Komodo, Rinca, Gili Motang e Flores, na Indonésia. Pertence à família de lagartos-monitores Varanidae, e é a maior espécie de lagarto conhecida, chegando a atingir entre 2 e 3 m de comprimento e cerca de 70 kg de peso. O seu tamanho invulgar é atribuído a gigantismo insular, uma vez que não há outros animais carnívoros para preencher o nicho ecológico nas ilhas onde ele vive, e também ao seu baixo metabolismo. Como resultado deste gigantismo, estes lagartos, juntamente com as bactérias simbiontes, dominam o ecossistema onde vivem. Apesar dos dragões-de-komodo comerem principalmente carniça, eles também caçam e fazem emboscadas a presas incluindo invertebrados, aves e mamíferos.

Dragão-de-Komodo (Varanus komodoensis).
Foto: Internet.

Os dragões-de-Komodo foram descobertos por cientistas ocidentais em 1910. O seu grande tamanho e reputação feroz fazem deles uma exibição popular em zoológicos. Na Natureza, a sua área de distribuição contraiu devida a atividades humanas e estão listadas como espécie vulnerável pela UICN. Estão protegidos pela lei da Indonésia, e um parque nacional, o Parque Nacional de Komodo, foi fundado para ajudar os esforços de proteção.

O gorila-das-montanhas (Gorilla beringei beringei), no Zaire. É uma das duas subespécies da espécie Gorilla beringei (gorila-do-oriente) encontrada em áreas montanhosas do extremo leste da República Democrática do Congo (antigamente Zaire) e regiões adjacentes de Ruanda e Uganda. É classificado como ameaçado de extinção pela IUCN.

Gorila-das-montanhas (Gorilla beringei beringei).
Foto: Internet.
Como acontece com qualquer flora e fauna, o declínio de uma população normalmente pode ser atribuída a fatores antropogênicos. A poluição, a destruição e fragmentação do habitat, a caça ilegal, a agricultura, e a introdução de doenças, são algumas das causas do declínio das populações dessa espécie.

O rinoceronte branco do norte, ou rinoceronte de lábios quadrados do norte (Ceratotherium simum cottoni), no Zaire. É uma das duas subespécies do rinoceronte branco (Ceratotherium simum), encontrada sobre as partes do noroeste da Uganda, sudeste do Chade, sul do Sudão, parte oriental da República Central Africana, e do nordeste da República Democrática do Congo. É classificado como criticamente ameaçado de extinção pela IUCN.

Rinoceronte branco do norte (Ceratotherium simum
cottoni
). Foto: Internet.
O golfinho do Rio Yang-Tsé, também conhecido como Baiji, Golfinho-lacustre-chinês, Golfinho do Yang-Tsé, ou Golfinho Branco (Lipotes vexillifer), na China. É um mamífero de água doce, da ordem Cetacea, encontrado no Rio Yang-Tsé na China. É uma das quatro espécies de golfinhos de água doce restantes no mundo (tal como o Boto, na Amazônia), todas elas em sério risco de extinção. É classificado como criticamente ameaçado de extinção pela IUCN.

Golfinho do Rio Yang-Tsé (Lipotes vexillifer).
Foto: Internet.
O kakapo (Strigops habroptilus), na Nova Zelândia. É uma espécie de papagaio noturno, endêmico da Nova Zelândia, notável por ser a única espécie da ordem Psittaciformes incapaz de voar. O seu nome comum significa papagaio da noite, em maori. O kakapo é uma ave em perigo crítico de extinção, com uma população total de apenas 86 exemplares, todos eles monitorados por equipes científicas.

Kakapo (Strigops habroptilus). Foto: Internet.







O morcego das Ilhas Rodrigues ou raposa voadora das Ilhas Rodrigues (Pteropus rodricensis), nas Ilhas Maurício. É uma espécie de grandes morcegos frugívoros da família Pteropodidae. É endêmica da Ilha Rodrigues, no Oceano Índico. Seu habitat natural é florestas tropicais úmidas de baixa altitude. É uma espécie sociável que vive em grandes grupos, que pode chegar a 350 gramas de peso e tem uma envergadura de 90 centímetros.

Esta espécie está ameaçada devido a perda de habitat por danos causados ​​por tempestades e intervenção humana, bem como pela caça local para alimentação. Antigamente, os poleiros do dia ou "campos" desta raposa-voadora continham mais de 500 indivíduos. O número de espécimes em estado selvagem atualmente chega apenas a algumas centenas, por isto é classificada como criticamente em perigo pela IUCN.

Morcego das Ilhas Rodrigues (Pteropus rodricensis).
Foto: Internet.

Sobre o livro
Escrito de maneira bem divertida, como são característicos os escritos de Douglas Adams, este livro prende o leitor do começo ao fim, porque conta com riqueza de detalhes como foi possível o encontro de cada um desses animais, incluindo as aventuras de se chegar em cada um dos países visitados.

O animal mais difícil de ser encontrado foi o kakapo, que emitem um som que parece um trovão distante, ou uma batida de coração muito profunda. Os autores tiveram que passar algumas noites chuvosas numa floresta na Ilha Codfish (Nova Zelândia), juntamente com Arab, um rastreador de kakapo, e seu cão, treinado para não machucar essas aves. Depois de uma paciente procura, encontraram Ralph, um kakapo transferido para a ilha, há um ano, através de um programa de translocação. Toda informação sobre o kakapo foi obtida graças a uma anilha 8-44263, presa em sua perna.

Após 22 anos que Douglas Adams e Mark Carwardine visitaram esses animais na Natureza, o golfinho do Rio Yang-Tsé, ou baiji, é a espécie que já não existe mais. Esse animal foi declarado extinto na Natureza em 2006, e não poderá ser mais visto.

Portanto, devem ser tomadas medidas urgentes para proteger todos os habitats, de todos os biomas, considerando que a taxa de extinção dos organismos vivos tem aumentado nos últimos 50 anos. Para se ter uma ideia da gravidade deste problema, os cientistas calculam que durante o último século, entre 20.000 e 2.000.000 de espécies tenham se extinguido. O número total não pode ser determinado mais precisamente, dentro dos limites do conhecimento atual, porque muitas delas foram extintas sem mesmo serem reconhecidas pela Biologia.

Para conseguir um exemplar desse livro, já que ele não é vendido no Brasil (pelo menos não o encontrei), tive que recorrer a uma amiga que mora nos Estados Unidos, que conseguiu comprar numa cidade vizinha a dela e entregou a outra amiga, para me entregar. A jornada desse livro até chegar em minhas mãos só não foi maior do que a dos autores procurando esses animais.

Esta é a segunda vez que recorro aos meus amigos que moram no exterior para comprar livros que não encontro aqui no Brasil. O outro foi o livro "Um ensaio sobre o princípio da população na medida em que afeta o melhoramento futuro da sociedade, com notas sobre as especulações de Mr. Godwin, M. Condorcet e outros escritores", mais conhecido como "Um Ensaio sobre o Princípio de População", de Thomas Robert Malthus, mas esta é outra história.


domingo, 8 de janeiro de 2012

Livro discute tecnologia de aplicação de defensivos em culturas anuais

O livro Tecnologia de Aplicação
para Culturas Anuais
discute a
aplicação de agrotóxicos.
A Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais - Fepaf, em parceria com a Aldeia Norte Editora, lançou o livro "Tecnologia de Aplicação para Culturas Anuais", organizado pelos professores Ulisses Rocha Antuniassi, da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp e Walter Boller, da Universidade de Passo Fundo/RS. 

A obra, com 12 capítulos assinados por alguns dos principais pesquisadores da área, é voltada ao atendimento das necessidades do setor produtivo, apresentando e discutindo os principais temas da tecnologia de aplicação para culturas anuais, com um enfoque atual.

Os temas buscam proporcionar um complemento às informações básicas já disponíveis em outras obras, diferenciando-se da maioria dos livros sobre tecnologia de aplicação. Parte significativa dos pesquisadores brasileiros que atuam na área foram convidados a apresentar seus pontos de vista mais atualizados sobre temas cruciais que norteiam o tratamento fitossanitário e sua interação com a tecnologia de aplicação.

O conteúdo técnico é primariamente baseado em resultados de pesquisas, sendo apresentado em linguagem objetiva para servir como uma fonte de consulta diária para os profissionais envolvidos com a tecnologia de aplicação em culturas anuais.

Os capítulos de "Tecnologia de Aplicação para Culturas Anuais" são: Introdução ao estudo da tecnologia de aplicação de produtos fitossanitários; Adjuvantes de produtos fitossanitários; Bicos e pontas de pulverização de energia hidráulica, regulagens e calibração de pulverizadores de barras; Inspeção de pulverizadores de barras; Assistência de ar em pulverizadores de barras: interferências e potencial de uso no Sistema de Plantio Direto; Sistemas de Controle eletrônico e navegação para pulverizadores; Tecnologia de aplicação por via aérea; Fisiologia vegetal e a tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas; Tecnologia de aplicação de herbicidas; Tecnologia de aplicação de fungicidas e Segurança na Aplicação de Produtos Fitossanitários.

O livro "Tecnologia de Aplicação para Culturas Anuais" custa R$ 60,00 e pode ser adquirido através pode ser adquirido diretamente na sede da Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) na Fazenda Experimental Lageado, em Botucatu, ou através do e-mail publicacoes@fepaf.org.br.




quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Guia reúne informações sobre crédito para atividades florestais

A atualização 2012 do Guia do Financiamento Florestal, elaborado pelo Serviço Florestal, mostra 11 fontes de crédito disponíveis.

As informações sobre as principais linhas de crédito para o financiamento de atividades florestais no país, suas taxas de juros, beneficiários, prazos e carências estão reunidas na publicação “Guia de Financiamento Florestal”, cuja atualização 2012 foi divulgada em dezembro pelo Serviço Florestal Brasileiro.

A publicação, de 46 páginas, apresenta 11 linhas de financiamento disponíveis para o setor florestal, entre elas, Pronaf Floresta, Pronaf Eco, Programa ABC, BNDES Florestal, FCO Pronatureza, FNE Verde e FNO Amazônia Sustentável.

Segundo o gerente de Capacitação e Fomento do Serviço Florestal, João Paulo Sotero, a publicação cumpre um papel importante ao organizar e disponibilizar as informações referentes ao crédito florestal. “Estas informações sobre crédito geralmente estão dispersas. Nosso intuito ao reuni-las é facilitar o acesso do produtor rural ao crédito para atividades florestais”, explica o gerente.

Para cada uma das 11 linhas de crédito há informações sobre temas financiados, valores máximos e mínimos por operação, taxa de juros, prazo de reembolso, garantia, abrangência e agente financeiro – órgão ou banco que viabiliza o recurso.

São financiáveis pelas linhas abrangidas no Guia o manejo florestal sustentável, recomposição e manutenção de Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reservas Legais (RL), recuperação de áreas degradadas, implantação de sistemas de integração lavoura-floresta, pecuária-floresta ou lavoura-pecuária-floresta, silvicultura (produtos madeireiros e não madeireiros) entre outros.

Guia de Financiamento Florestal 2011

Este guia busca atender a uma grande demanda de informações sobre como financiar as diversas atividades florestais, como o manejo florestal, o reflorestamento de áreas de Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente, o plantio de essências nativas e de sistemas agroflorestais, silvipastoris e o plantio de florestas industriais, para o abastecimento, principalmente, das demandas por carvão, energia e celulose. Sob esse aspecto, o GFF/2011 disponibiliza, de forma rápida, as principais informações sobre as linhas de crédito, suas finalidades e modalidades, seus beneficiários, limites de valores, taxas de juros, prazos de reembolso e carência, as garantias estipuladas e os agentes financeiros que as operam.

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SBF


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Tutela Jurídica da Fauna Selvagem Terrestre

Na última reunião do Conselho de Proteção Ambiental da Paraíba, realizada no último dia 10 de outubro, recebi de cortesia da amiga Helena Telino Neves Godinho, um exemplar do livro, de sua autoria, A Tutela Jurídica da Fauna Selvagem Terrestre: Uma Abordagem Comparada dos Ordenamentos Português e Brasileiro, recentemente publicado pela Juruá Editora, sediada em Curitiba, no Paraná.

Este livro desenvolve um estudo comparado bastante interessante das principais normas legais substantivas referentes à tutela jurídica da fauna selvagem terrestre em Portugal e no Brasil, abordando a evolução do conceito da fauna selvagem, bem como sua natureza jurídica, sob a ótica do Direito Ambiental. O tratamento constitucional vigente acerca da matéria, bem como a análise dos principais tratados internacionais envolvendo a biodiversidade, espécies migratórias, animais em perigo de extinção e a tutela das áreas naturais protegidas foram objeto de análise crítica.

Também foi tratado nesta publicação a regulamentação legal de atividades que afetam diretamente as espécies, como a caça, em Portugal, e a criação de animais em cativeiro. A tutela jurídica da fauna selvagem insere-se no contexto das preocupações contemporâneas acerca do ambiente, numa perspectiva de continuidade e manutenção da qualidade de vida humana, nos moldes do desenvolvimento sustentável e da solidariedade intergeracional.

Esta é uma publicação que não deve faltar na estante daqueles que se interessam pelo Direito Ambiental e que desejam compreender a evolução da tutela jurídica da fauna selvagem no Brasil e em Portugal, que também deve ser de interesse daqueles que necessitam de subsídios em fundamentações jurídicas e administrativas.

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