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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Atributos legais e profissionais que capacitam os Biólogos a exercerem cargos e funções em órgãos de fiscalização e controle ambiental

Os biólogos possuem respaldo legal e técnico para exercer cargos e funções em órgãos de fiscalização e controle ambiental no Brasil. O exercício profissional é regulamentado pela Lei nº 6.684/1979, que criou os Conselhos Federal e Regionais de Biologia (CFBio/CRBios), e complementado por diversas resoluções do Conselho Federal de Biologia que especificam campos de atuação. Essas normas conferem aos biólogos competências que vão desde a pesquisa, planejamento e execução de atividades relacionadas aos recursos ambientais até a elaboração de laudos e pareceres técnicos em processos de licenciamento ambiental.

 


A formação acadêmica em Ciências Biológicas confere ao profissional uma visão holística dos ecossistemas, habilitando-o a compreender as interações entre fauna, flora, solo, água e atmosfera, além de identificar degradações ambientais e propor medidas mitigadoras e compensatórias. Entre suas competências técnicas destacam-se a identificação de espécies, o monitoramento da qualidade ambiental, a avaliação de impactos em processos de licenciamento, a fiscalização de atividades de exploração de recursos naturais e a atuação em perícias judiciais e extrajudiciais. Essas habilidades fazem do biólogo um profissional qualificado para integrar equipes multidisciplinares em órgãos de fiscalização e gestão ambiental.

Outro atributo relevante é a capacidade de interface com políticas públicas, como a Política Nacional de Meio Ambiente, as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, a Política Nacional de Recursos Hídricos e o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Esse conhecimento jurídico e normativo permite ao biólogo compreender e aplicar a legislação ambiental em contextos práticos, assegurando o cumprimento de normas e a defesa do interesse público.

Nos órgãos de fiscalização, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), bem como as secretarias estaduais e municipais de meio ambiente e suas autarquias de controle e fiscalização ambiental, o biólogo desempenha funções que incluem a fiscalização direta de empreendimentos e atividades potencialmente poluidoras, o monitoramento de unidades de conservação, o combate a crimes ambientais, a análise de processos de licenciamento, a elaboração de pareceres técnicos e a mediação de conflitos socioambientais. Além disso, contribui com ações de educação ambiental e pesquisa aplicada, fornecendo subsídios técnicos e científicos para decisões administrativas e judiciais.

 


 Apesar dessa relevância, a atuação dos biólogos ainda enfrenta desafios, como a concorrência com outras categorias profissionais, a necessidade de maior reconhecimento institucional nos concursos públicos e a carência de capacitação continuada em áreas específicas, como geotecnologias e perícia ambiental. Entretanto, a crescente demanda por profissionais aptos a lidar com temas como mudanças climáticas, serviços ecossistêmicos e justiça ambiental aponta para uma ampliação do espaço de atuação do biólogo nos setores público e privado.


Os biólogos têm respaldo legal, formação acadêmica sólida e competências técnicas que os habilitam a atuar de forma estratégica em órgãos de fiscalização e controle ambiental, contribuindo para a efetivação do direito constitucional ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. A valorização da profissão, aliada à capacitação continuada e ao fortalecimento da interdisciplinaridade, é fundamental para consolidar o papel desses profissionais na proteção do patrimônio natural brasileiro.

 

 

domingo, 11 de setembro de 2016

Profissionais e ambientalistas discutem em João Pessoa a gestão ambiental e a sustentabilidade



A Cidade de João Pessoa será mais uma vez o palco da edição do Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental e Sustentabilidade - Congestas 2016, que tem o objetivo de debater a importância da gestão ambiental para a garantia do meio ambiente ecologicamente equilibrado e socialmente justo para esta e para as próximas gerações. O evento será realizado em João Pessoa (Paraíba), no Auditório da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba, no período de 11 a 14 de dezembro de 2016, com o apoio da Universidade Federal da Paraíba, da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (SUDEMA), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), da Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (SEMAM), da Secretaria de Meio Ambiente e Pesca de Cabedelo (SEMAPA), do Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Paraíba (CAU/PB), do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA/UFPB), da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), da Federação das Indústrias da Paraíba (FIEP), da Rede de Educação Ambiental da Paraíba (REA/PB) e de outros parceiros.

Os trabalhos completos a serem apresentados na versão 2016 do Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental e Sustentabilidade - Congestas 2016, poderão ser enviados, exclusivamente por meio eletrônico, até o dia 20 de novembro de 2016, e devem estar relacionados com um dos eixos temáticos do Congestas 2016, ET-01 - Gestão Ambiental, ET-02 - Saneamento Ambiental, ET-03 - Meio Ambiente e Recursos Naturais, ET-04 - Recuperação de Áreas Degradadas, ET-05 - Recursos Hídricos, ET-06 - Energia, ET-07 - Direito Ambiental, ET-08 - Poluição Ambiental, ET-09 - Educação Ambiental, ET-10 - Saúde Ambiental, e ET-11 - Outros. Todos os trabalhos aceitos serão publicados nos Anais do Congestas 2016 (ISSN 2318-7603) em meio digital.

Para a participação das atividades do Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental e Sustentabilidade - Congrestas 2016, que incluirão palestras, mesas-redondas e apresentação de trabalhos, estão sendo esperados profissionais da Bahia, Brasília, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, entre outros Estados, além de Lisboa e Coimbra, em Portugal.

Saiba mais.



sábado, 20 de fevereiro de 2016

Horário de verão 2015/2016 termina à meia-noite deste domingo

Termina à 0:00 h deste domingo (21) o horário de verão 2015-2016. De sábado para domingo, os moradores dos Estados do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, além do Distrito Federal, deverão atrasar os relógios em uma hora.

O Horário de Verão 2015-2016, foi instituído pelo Decreto nº 6.558/2008, que criou a hora de verão, a partir de zero hora do terceiro domingo do mês de outubro de cada ano, até zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano subsequente, em parte do território nacional.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o horário de verão permitiu ao país reduzir a produção de energia por termelétricas, gerando economia de cerca de R$ 162 milhões aos consumidores, com redução no consumo de energia de 2,6 mil megawatts (MW), no horário de pico de demanda à noite, entre 18 h e 21 h. Esse volume representa cerca de 4,5% da demanda total por energia nesses estados. 

A queda no consumo também permitiu ao país poupar água dos reservatórios de hidrelétricas nesses estados. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a economia foi de 0,4%. Na região Sul, foi de 1,2%.  

Esta foi a 40ª edição do horário de verão no país, que teve sua primeira implantação no verão de 1931-1932, e desde 1985 é adotado anualmente. Nesse período a abrangência, inicialmente nacional, foi reduzida sucessivas vezes até que em 2013 atingiu a configuração atual.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Câmara aprova medidas de prevenção de enchentes

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou em caráter conclusivo, nessa quarta-feira (11), proposta que assegura medidas de prevenção a enchentes, deslizamentos de terras e eventos similares, exigências que deverão estar presentes em todos os planos diretores. A proposta está aprovada pela Câmara e deve seguir para revisão do Senado.
 
Cada município possui seu plano diretor, que indica as regras para a consolidação e a expansão urbana e traz as diretrizes para implantação dos sistemas de drenagem e de construção de áreas verdes.
 
Entre as regras aprovadas, a proposta inclui um limite máximo de impermeabilização dos terrenos, prevê diretrizes para a regularização fundiária de assentamentos e planos de contingência em relação a áreas de risco e cria normas para operacionalização dessas medidas.
 
Calçadas ecológicas
O texto aprovado é o substitutivo acatado anteriormente pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, e ratificado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano. O texto incluiu a criação de calçadas ecológicas (que possuem área permeável) entre as diretrizes do plano diretor do município. A proposta original previa a implantação dessas calçadas apenas em municípios com mais de 80 mil habitantes.

O substitutivo reúne o conteúdo dos Projetos de Lei nºs 840/2011, do deputado Chico Alencar (Psol-RJ), e 1385/2011, do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), que tramitam em conjunto. As propostas alteram o Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001), a Lei do Saneamento Básico (11.445/2007) e a Lei do Sistema Nacional de Defesa Civil (12.340/2010).
 
O relator na CCJ, deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA), considerou que a proposta está de acordo com a legislação brasileira e, por isso, recomendou a sua aprovação.
 
Pela norma aprovada, os municípios terão o prazo máximo de dois anos para se adaptar às novas regras. A União atuará no mapeamento das áreas de risco, apoiando os estados, o Distrito Federal e os municípios.

Íntegra da proposta:



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Registrada a ocorrência do mexilhão-dourado na Bacia do Rio São Francisco

Mexilhões-dourados encontrados em tanque-redes no
Reservatório de Sobradinho, na divisa Bahia/Pernambuco.
Em outubro de 2015, equipe do Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras (CBEI) confirmaram a presença do mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) no Baixo-Médio Rio São Francisco, mais precisamente no Reservatório de Sobradinho, na divisa dos Estados da Bahia e Pernambuco, na Caatinga Brasileira. Foram encontradas larvas e adultos no reservatório, indicando que o mexilhão já está bem estabelecido na região.

A Caatinga Brasileira é uma região extremamente seca, e por isso, grandes projetos de captação de água estão em andamento, tais como o eixo norte do canal de transposição do Rio São Francisco, a aproximadamente 150 km do Reservatório de Sobradinho. A equipe do Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras (CBEI) também coletou indivíduos e larvas de mexilhão-dourado na entrada do eixo norte do canal de transposição do São Francisco.
 

Confirmada a presença do mexilhão-dourado na Bacia do Rio São Francisco.

Desde a sua chegada na América do Sul (Argentina, 1990), o mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) tem se estabelecido em diversas regiões do Brasil, causando inúmeros problemas ecológicos e econômicos nas regiões invadidas. Sabe-se que o mexilhão-dourado encontra-se bem estabelecido em diversas áreas que vão da foz do rio da Prata, na Argentina, até o Pantanal e Triângulo Mineiro, regiões limítrofes da Bacia do Paraná.

Diante deste quadro, está sendo organizado  II Fórum sobre os Impactos Ambientais e Econômicos de Espécies Invasoras: o avanço do mexilhão-dourado, que será realizado no dia 25 de novembro de 2015, no Centro de Inovação e Tecnologia SENAI-FIEMG - Campus CETEC, Belo Horizonte.


terça-feira, 13 de outubro de 2015

Edital da CAPES apoia pesquisa sobre mudanças climáticas e recursos hídricos



A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lançou nessa terça-feira, 13, edital referente ao Programa de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica em Mudanças Climáticas e seus Impactos sobre os Recursos Hídricos, em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA). Serão selecionadas propostas para implantação de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação e cooperação acadêmica com vistas à formação de recursos humanos e geração de conhecimento sobre mudanças climáticas e de usos da terra e seus impactos sobre os recursos hídricos no Brasil.
 
Será conferida prioridade à seguinte área temática específica:
1. Desenvolvimento e avaliação do modelo global BESM (Brazilian Earth System Model) e modelo regional Eta do Sistema Terrestre e geração de cenários de mudanças climáticas e de usos da terra;
2. Aperfeiçoamento e avaliação do modelo global BESM e do modelo regional Eta;
3. Aperfeiçoamento do acoplamento do componente atmosférico com o componente hidrológico do modelo regional Eta global BESM e do modelo e do acoplamento do modelo regional Eta com o modelo global BESM;
4. Estudos e projeções de eventos hidrológicos extremos; e
5. Avaliação da sensibilidade da disponibilidade hídrica frente às mudanças climáticas e de usos da terra.
 
Os projetos que atenderem aos requisitos descritos no edital devem ser inscritos pelo coordenador-geral designado da instituição de ensino e/ou de pesquisa demandante até o dia 12 de novembro. As propostas deverão ser enviadas à Capes em duas vias, uma impressa, por correio, e outra digitalizada, em formato PDF, por e-mail (ana.mudancas@capes.gov.br).
 
Serão apoiados até três projetos no âmbito do edital com duração máxima de cinco anos para execução das atividades. Aos projetos aprovados serão financiadas bolsas no país nas modalidades de mestrado, doutorado e pós-doutorado e bolsas no exterior nas modalidades doutorado-sanduíche, estágio pós-doutoral e estágio sênior, além de missões de estudo e missões de pesquisa e docência.
 
Veja aqui o edital completo.