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quarta-feira, 30 de março de 2016

Dicas para manter a piscina protegida do Aedes aegypti


Mosquito Aedes aegypti fazendo postura.
Qualquer local que possa acumular  água, pode também tornar-se foco do mosquito Aedes aegypti, que atualmente incomoda a população brasileira, transmitindo a dengue, a zika e a chikungunya. Incluem-se nessa possibilidade as piscinas, principalmente se estiverem à sombra, abandonadas ou malcuidadas, e sem cobertura de tela fina.

Isso porque a água sem tratamento é um convite ao mosquito. São nas paredes da piscina, logo acima do nível da água, que os mosquitos depositam os seus, em média, 100 a 150 minúsculos ovos. Fortemente colados ao substrato, esses ovos resistem por até dois anos, à espera do contato com água para eclodirem. Quando isso finalmente acontece, em dois a três dias nascem larvas, que permanecem no local, de cinco a sete dias, em processo de crescimento. Nesse período, as larvas respiram e alimentam-se dos resíduos orgânicos microscópicos presentes no ambiente.


Piscina com água esverdeada tem preocupado vizinhança.

A limpeza da borda deve ter uma atenção especial, tanto como a água. O cuidado em torno da área da piscina também deve ser tratado com prioridade, prato de vasos, ou qualquer recipiente que possa armazenar água pode tornar-se um criadouro.


Com o controle correto e o tratamento adequado das piscinas é possível mantê-la protegida do mosquito Aedes aegypti. Assim, as pessoas devem manter a manutenção da piscina em dia, para proporcionar aos condôminos uma água bem tratada e de qualidade.

Não são foco do mosquito água suja, poças de água em terrenos baldios, poças nas ruas, piscinas com água verde, valas e água que fica muito exposta ao sol. As piscinas onde o mosquito pode se reproduzir são aquelas que são esvaziadas e quando chove acumula água limpa e o mosquito põe seus ovos lá, ou aquelas com cloração deficientes.

Esses são alguns dos cuidados que devem ser observados para manter a piscina livre de focos do Aedes aegypti. O fundamental é procurar um profissional especializado que trate a piscina adequadamente, de acordo com tamanho, quantidade de usuários, entre outros cuidados.

Conheça as diferenças entre as viroses.



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti

Nesse sábado, dia 14 de fevereiro de 2016, o Brasil inteiro estará organizando mutirões de combate ao mosquito Aedes aegypti (lê-se: Edes egiti). A participação da sociedade é fundamental para vencer a luta contra o mosquito, refletindo na contenção dos casos de transmissão da Dengue, Chikungunya e Zika.

A realização de mutirões comunitários é uma forma de envolver, mobilizar e engajar a população nesta luta. Para ajudar, o Ministério da Saúde elaborou uma lista com orientações para grupos interessados em realizar mutirões. Confira abaixo e organize o seu mutirão! 


Aproveite também e aprenda como evitar os focos desse mosquito.





domingo, 29 de novembro de 2015

Diferença entre dengue, febre zika virus e febre chikungunya

Aedes aegypti é o transmissor de várias viroses.
Nesse ano de 2015, o Brasil já contabilizou mais de 745 mil casos de dengue, febre zika e febre chikungunya, todos provocados pelo mosquito Aedes aegypti (lê-se Édis egiti).




Embora essas viroses sejam provocadas, basicamente, por um único mosquito transmissor os sintomas são específicos para cada doença. Veja abaixo:




Como acontece com todas as viroses, após contrair a doença, a pessoa fica imunizada e não fica mais doente. Isso acontece com a febre zika e a febre chikungunya. Como a dengue é provocada por três tipos diferentes de vírus, há, hipoteticamente, a possibilidade de uma pessoa contraí-la até três vezes, sendo que a segunda é a dengue hemorrágica, que pode provar a morte.

Veja abaixo a dica do Senado Federal de como eliminar os criadouros desse mosquito:




quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Previna-se contra a dengue

Os meses de janeiro a maio, são os de maiores picos da incidência de dengue no Brasil, que corresponde a, aproximadamente, 70% das infecções. Trata-se de uma doença infecciosa febril e aguda, que é transmitida por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. Não há, portanto, risco de contágio pelo contato com pacientes que estejam com o vírus, nem por alimentos ou bebidas.

Leia também
Os sintomas da dengue podem demorar de 3 a 15 dias para aparecer (esse intervalo é definido clinicamente como período de incubação), variando de acordo com o tipo da doença, que pode ser clássica ou hemorrágica.


Dengue clássica Dengue hemorrágica*
Febre alta. • Dores abdominais fortes e contínuas.
Forte dor de cabeça. • Vômitos persistente.
• Dor atrás dos olhos, que piora com o seu movimento. Pele pálida, fria e úmida.
Perda do paladar e do apetite. Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores. • Manchas vermelhas na pele.
Náuseas e vômitos. • Sonolência, agitação e confusão mental.
Tonturas. Sede excessiva e boca seca.
Extremo cansaço. Pulso rápido e fraco.
Moleza e dor no corpo. Dificuldade respiratória.
• Muitas dores nos ossos e articulações. Perda de consciência.

*Os sintomas são parecidos com os da forma clássica da
doença, mas neste tipo o quadro clínico se agrava rapidamente
e pode levar ao óbito.

A principal forma de diferenciar a dengue clássica da dengue hemorrágica é o sumiço da febre e surgimento de forte dor abdominal, que não passa mesmo após medicação. “Se a esses fatores houver a presença de um sangramento o médico deverá ser procurado imediatamente. E se o desaparecimento da febre ocorrer entre o terceiro e sexto dia de doença então as chances de se tratar de um caso grave (ou seja, de dengue hemorrágica) são altas”, previne o Kleber Giovanni Luz, coordenador do Comitê Científico de dengue da SBI e professor do Departamento de Infectologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Transmissão
A fêmea do mosquito Aedes aegypti deposita seus ovos em recipientes com água, raramente em temperaturas abaixo de 16° C, que mais tarde transformam-se em larvas. Cerca de uma semana depois, o vetor se transforma em um mosquito adulto e está pronto para procriar. O tempo médio de vida dessa espécie é de 45 dias.

Um dos motivos para a dificuldade de erradicação do embrião é que os ovos que o carregam podem sobreviver até um ano em locais secos onde ficam grudados nos recipientes. Porém, a reprodução do mosquito que pode, através da picada, transmitir o vírus da dengue para os seres humanos, só ocorrerá quando o Aedes estiver em recipientes que armazenem água.

Para prevenir e acabar com os possíveis focos da doença “a melhor forma é agir proativamente e junto com a comunidade nas ações de controle. Não se deve tomar atitudes individuais”, comenta o coordenador da SBI.

Diferentemente de outras moléstias que podem ser controladas por ações do Governo Federal e do Ministério da Saúde, a dengue depende da participação popular para ser combatida. Às autoridades cabe apenas “a distribuição adequada de água para a população, a cobertura das caixas de água, a coleta regular do lixo e o uso de inseticidas em áreas de transmissão da doença”, ressalta Luz.

Picadas
O Ministério da Saúde elaborou algumas dicas para evitar que o vetor entre em contato direto com a pele dos indivíduos:
  • Espirais ou vaporizadores elétricos devem ser colocados em casa ao amanhecer e antes do pôr-do-sol, pois são nesses horários em que o Aedes aegypti mais pica.
  • Mosquiteiros são uma boa opção e devem ser usados principalmente nas casas com crianças, cobrindo as camas e outras áreas de repouso, tanto durante o dia quanto à noite.
  • Telas, em portas e janelas, evitam a entrada do mosquito.
  • No corpo, a aplicação de repelentes pode ser uma medida eficaz, mas deve ser adotada com as devidas precauções em crianças pequenas e idosos, que têm a pele sensível.

Focos do mosquito
Para erradicar a doença é necessário eliminar os locais onde o mosquito transmissor pode se desenvolver e se reproduzir. Confira as principais medidas:



 


Não são foco do mosquito água suja, poças de água em terrenos baldios, poças nas ruas, piscinas com água verde, valas e água que fica muito exposta ao sol. Os Centros de Controle de Zoonoses recebem muitas reclamações de piscinas cheias de água verde, abandonada. O mosquito não se reproduz nelas, e até hoje não foram encontrados nenhum foco em piscinas. As piscinas onde o mosquito pode se reproduzir são aquelas de plástico, por exemplo, onde os moradores esvaziaram, mas deixaram a piscina no terreno, então quando chove acumula água limpa e o mosquito põe seus ovos lá.

Piscinas com água verde não são foco do mosquito da dengue.

 
 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Blog Ambiência atinge a marca de 120 mil visitas

Ronilson Paz, o criador do blog Ambiência.
Criado em 17 de maio de 2007 para divulgar comentários, ideias e análises sobre assuntos diversos, em especial sobre temáticas ambientais, Biologia, educação, informática, pesquisas e pessoa portadora de deficiência, o blog Ambiência, do Biólogo Ronilson Paz, atingiu a marca de 120 mil acessos.

Nesses seis anos e meio de existência, o blog já publicou 453 postagens (incluindo essa), sendo a sua grande maioria da lavra do proprietário, que se esmera em trazer temas relevantes e tem o cuidado de checar todas as informações apresentadas.

Durante toda a existência deste blog, as postagens mais visitadas foram as que estão baixo relacionadas.


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Criado para democratizar o conhecimento e divulgar os temas de interesse do proprietário, este blog está cumprindo seu objetivo e esperar superar a marca dos 200 mil nos próximos anos.

 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Saúde e Meio Ambiente é tema de palestra em João Pessoa

Hoje, dentro da programação do Simpósio Paraibano de Saúde, que tem como tema Tecnologia, Saúde e Meio Ambiente a Serviço da Vida, será proferida palestra Saúde e Meio Ambiente, pelo Professor e Analista Ambiental do IBAMA Ronilson Paz.

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Na Paraíba, 32 municípios concentram a maior incidência de casos de dengue


O Boletim Epidemiológico do Estado da Paraíba, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nessa terça-feira (13), referente à Semana Epidemiológica 45, compreendida entre 1º de janeiro a 10 de novembro deste ano, registro a notificação de 11.208 casos de dengue, em 182 municípios paraibanos. Deste total, 6.026 casos foram confirmados como dengue clássica, 2.393 foram descartados e os demais continuam aguardando encerramento.

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Aplicativo para celular repele mosquito da dengue

O cidadão tem mais um aliado para combater o mosquito da dengue. Trata-se do aplicativo AntiGnat, que nada mais é do que um pequeno programa em Java, para utilização em celulares, que produz um som quase imperceptível ao ouvido humano (entre 5 KHz e 25 KHz), mas que serve como repelente de mosquitos e outros insetos.

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Para baixar o aplicativo clique aqui (AntiGnat.jar; 126 KB)
 
 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Surto de dengue ainda ameaça vários municípios brasileiros

No Estado da Paraíba sete municípios ainda são ameaçados por surto de dengue

Apesar da queda do número de casos de dengue e de mortes decorrentes da doença este ano, 91 municípios ainda seguem com risco de enfrentar surto da doença até o fim do verão. Outros 265 estão em estado de alerta. Palmas, capital do Tocantins, é uma das cidades onde a quantidade de casos já indica surto da doença, segundo balanço divulgado ontem (13) pelo Ministério da Saúde.

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O número de cidades com risco de surto (91) é superior à previsão divulgada pelo governo em dezembro (48). De acordo com Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde, o aumento já era esperado, pois as informações do ano passado tinham como base a pré-temporada de verão. “É natural que cresça o número de municípios por causa do clima mais propício à proliferação do mosquito”, explicou.

Das 91 cidades em risco de surto, a maioria está nos estados da Bahia, do Maranhão e de São Paulo (46). Nesses municípios, em cerca de 4% das casas e imóveis visitados pelos agentes de vigilância sanitária foram encontradas larvas do mosquito transmissor da doença. Palmas tem a maior taxa de incidência da doença, com 743,7 casos por grupo de 100 mil habitantes. Tocantins é, também, o estado com a maior incidência, 249,4 casos para cada 100 mil pessoas. A taxa nacional é 21,2 por 100 mil.

A incidência também aumentou em Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Sergipe. O levantamento mostra a predominância do vírus tipo 4 nas regiões Norte e Nordeste e do tipo 1 nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Os quatro tipos de vírus provocam os mesmos sintomas e nenhum é mais grave que o outro.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, a maioria dos criadouros do mosquito foi encontrada em recipientes e depósitos de lixo. No Sudeste e no Sul, os focos principais são pratinhos de plantas, calhas entupidas e outros locais que acumulam água dentro das casas. No Nordeste, o problema maior está nas caixas d`águas.

Os dados mostram redução de 62% dos casos de dengue entre os dias 1º janeiro e 11 de fevereiro, equivalente a 40,4 mil casos, em comparação ao mesmo período de 2011, com 106,3 mil registros. O número de casos graves caiu 86% e o de mortes passou de 95 em 2011 para 32 no começo deste ano.

Embora o número de casos suspeitos de dengue notificados no Estado da Paraíba durante o mês de janeiro de 2012, em relação ao mesmo período de 2011, teve uma diminuição de 80%, o Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (13) verificou risco de surto de dengue em sete municípios da Paraíba (Bom Sucesso, Brejo dos Santos, Cajazeiras, Conde, Prata, Riacho dos Cavalos e Teixeira).

Para previnir-se contra a dengue adote os seguintes procedimentos:

Laje Não deixe água acumulada sobre a laje. Garrafas Vire todas as garrafas com a boca para baixo, evitando o acúmulo de água dentro delas. Lixo Feche bem o saco de lixo e deixe-o fora do alcance de animais.
Calhas Remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pela calhas. Caixa Mantenha a caixa d'água bem fechada. Coloque também uma tela no ladrão da caixa d'água. Lixo Coloque no lixo todos os objetos não utilizados que possam acumular água.
Toneis Mantenha bem tampados os tonéis e os barris de água. Vasos Troque a água dos vasos de plantas aquáticas e lave-os com escova, água e sabão uma vez por semana. Plantas Encha de areia até a borda os pratos das plantas ou lave-os semanalmente com escova.
Lixo Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira
bem fechada.
Tanques Lave semanalmente por dentro com escova e sabão os tanques utilizados para armazenar água. Agua Lave por dentro com escova e sabão os utensílios usados para guardar água em casa.


domingo, 8 de janeiro de 2012

Prevenção é a chave para o combate à dengue

De janeiro a maio, são os meses de maiores picos da incidência de dengue no Brasil, que corresponde a, aproximadamente, 70% das infecções. Trata-se de uma doença infecciosa febril e aguda, que é transmitida por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. Não há, portanto, risco de contágio pelo contato com pacientes que estejam com o vírus, nem por alimentos ou bebidas.

Leia também
Os sintomas da dengue podem demorar de 3 a 15 dias para aparecer (esse intervalo é definido clinicamente como período de incubação), variando de acordo com o tipo da doença, que pode ser clássica ou hemorrágica.




Dengue clássica Dengue hemorrágica*
Febre alta. • Dores abdominais fortes e contínuas.
Forte dor de cabeça. • Vômitos persistente.
• Dor atrás dos olhos, que piora com o seu movimento. Pele pálida, fria e úmida.
Perda do paladar e do apetite. Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores. • Manchas vermelhas na pele.
Náuseas e vômitos. • Sonolência, agitação e confusão mental.
Tonturas. Sede excessiva e boca seca.
Extremo cansaço. Pulso rápido e fraco.
Moleza e dor no corpo. Dificuldade respiratória.
• Muitas dores nos ossos e articulações. Perda de consciência.

*Os sintomas são parecidos com os da forma clássica da
doença, mas neste tipo o quadro clínico se agrava rapidamente
e pode levar ao óbito.

A principal forma de diferenciar a dengue clássica da dengue hemorrágica é o sumiço da febre e surgimento de forte dor abdominal, que não passa mesmo após medicação. “Se a esses fatores houver a presença de um sangramento o médico deverá ser procurado imediatamente. E se o desaparecimento da febre ocorrer entre o terceiro e sexto dia de doença então as chances de se tratar de um caso grave (ou seja, de dengue hemorrágica) são altas”, previne o Kleber Giovanni Luz, coordenador do Comitê Científico de dengue da SBI e professor do Departamento de Infectologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Transmissão
A fêmea do mosquito Aedes aegypti deposita seus ovos em recipientes com água, raramente em temperaturas abaixo de 16° C, que mais tarde transformam-se em larvas. Cerca de uma semana depois, o vetor se transforma em um mosquito adulto e está pronto para procriar. O tempo médio de vida dessa espécie é de 45 dias.

Um dos motivos para a dificuldade de erradicação do embrião é que os ovos que o carregam podem sobreviver até um ano em locais secos onde ficam grudados nos recipientes. Porém, a reprodução do mosquito que pode, através da picada, transmitir o vírus da dengue para os seres humanos, só ocorrerá quando o Aedes estiver em recipientes que armazenem água.

Para prevenir e acabar com os possíveis focos da doença “a melhor forma é agir proativamente e junto com a comunidade nas ações de controle. Não se deve tomar atitudes individuais”, comenta o coordenador da SBI.

Diferentemente de outras moléstias que podem ser controladas por ações do Governo Federal e do Ministério da Saúde, a dengue depende da participação popular para ser combatida. Às autoridades cabe apenas “a distribuição adequada de água para a população, a cobertura das caixas de água, a coleta regular do lixo e o uso de inseticidas em áreas de transmissão da doença”, ressalta Luz.

Picadas
O Ministério da Saúde elaborou algumas dicas para evitar que o vetor entre em contato direto com a pele dos indivíduos:
  • Espirais ou vaporizadores elétricos devem ser colocados em casa ao amanhecer e antes do pôr-do-sol, pois são nesses horários em que o Aedes aegypti mais pica.
  • Mosquiteiros são uma boa opção e devem ser usados principalmente nas casas com crianças, cobrindo as camas e outras áreas de repouso, tanto durante o dia quanto à noite.
  • Telas, em portas e janelas, evitam a entrada do mosquito.
  • No corpo, a aplicação de repelentes pode ser uma medida eficaz, mas deve ser adotada com as devidas precauções em crianças pequenas e idosos, que têm a pele sensível.

Focos do mosquito
Para erradicar a doença é necessário eliminar os locais onde o mosquito transmissor pode se desenvolver e se reproduzir. Confira as principais medidas:



Sociedade Brasileira de Infectologia


sábado, 31 de dezembro de 2011

A dengue, o mal do século

O vírus da dengue é transmitido por mosquitos do gênero Aedes, principalmente as espécies Aedes aegypti e Aedes albopictus.

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O mosquito Aedes aegypti é considerado um inseto doméstico, que vive em estreita associação com os humanos, reproduzindo-se em recipientes artificiais em torno das casas e é responsável pela maior parte da transmissão da dengue.

O ciclo da transmissão da dengue é homem -> mosquito -> homem. Os mosquitos não carregam naturalmente o vírus da dengue, mas é adquirido de uma pessoa infectada pela dengue antes que possam transmiti-lo para outra pessoa. 

Apenas as fêmeas dos mosquitos picam os humanos, tendo em vista que necessitam do ferro contido na hemoglobina do sangue para o amadurecimento dos ovos. Portando, apenas os mosquitos fêmeas transmitem patógenos.

A fêmea do mosquito pode adquirir o vírus da dengue após a ingestão de sangue de uma pessoa contaminada com o patógeno. Após a contaminação pelo patógeno, demora cerca de 12 dias para o mosquito possa ser capaz de transmitir o vírus para uma nova pessoa. Durante esse tempo, o vírus se replica dentro do corpo do mosquito, espalhando-se até atingir as sua glândulas salivares. O vírus é então injetado com a saliva em um ser humano quando o mosquito tem uma refeição de sangue.

Tendo em vista que a maioria dos mosquitos vivem menos de 30 dias, apenas os mosquitos relativamente antigos (aqueles com pelo menos 12 dias de vida) pode transmitir o vírus da dengue aos seres humanos.

A dengue ocorre em mais de 100 países, com epidemias mais importantes no sudeste da Ásia, nas Américas e no Pacífico Ocidental.

Existem quatro sorotipos do vírus da dengue, os quais podem causar febre e febre hemorrágica, uma forma mais grave e potencialmente fatal da doença. A dengue impõe uma carga de doença global significativa, com cerca de 2,5 bilhões de pessoas - 40% da população mundial - em risco de infecção. A Organização Mundial da Saúde (OMS) relata 50 a 100 milhões de casos de dengue por ano.

A dengue tornou-se uma doença amplamente estabelecida ao longo dos trópicos, com o desenvolvimento da navegação comercial durante o Século XVIII. Em 1905, durante um surto de dengue em grandes Brisbane (Queensland, Austrália), local médica praticante Thomas Bancroft foi o primeiro a demonstrar que o mosquito, Aedes aegypti, foi um vetor de dengue. Em 1905, durante um surto de dengue em Brisbane (Queensland, Austrália), o médico Thomas Bancroft foi o primeiro a demonstrar que o mosquito Aedes aegypti era o vetor de dengue. A epidemiologia da dengue foi transformado no Sudeste Asiático durante a Segunda Guerra Mundial. As implementações das tropas facilitou a circulação de diferentes vírus da dengue em toda a região, que resultou em hiperendemicidade (co-circulação dos sorotipos de dengue múltiplos), um dos principais fatores relacionados ao surgimento da epidemia de dengue hemorrágica nas Filipinas e Tailândia durante a década de 1950. Na década de 1970 epidemias regulares de dengue e dengue hemorrágica eram comuns em todo o Sudeste Asiático.

Mapa da incidência da dengue.
Nas últimas décadas há um ressurgimento global da epidemia de dengue e dengue hemorrágica. Muitos fatores são responsáveis ​​por esse aumento generalizado da atividade da dengue. No entanto, está claro que o rápido crescimento populacional, a urbanização e o aumento de viagens aéreas internacionais têm sido forças motrizes associadas com o aumento explosivo da incidência da dengue. O rápido crescimento populacional e a urbanização mal planejada levou a habitações precárias, a abastecimento inadequado de água e a sistemas de gestão de resíduos. Conseqüentemente, o armazenamento de água potável e outros acúmulos de água urbanas (como, por exemplo, pneus velhos, lixo) fornecem o habitat para as larvas do mosquito Aedes aegypti, que está  adaptado para estes ambientes domésticos, por isto sua distribuição em áreas urbanas tem se expandido. O aumento das viagens aéreas tem facilitado a disseminação de cepas de sorotipos da dengue e entre regiões, aumentando a prevalência de hiperendemicidade e o risco de dengue hemorrágica.

Agente Ambiental coletando larvas de mosquitos em pneus, na
Cidade de Machado - MG.

O acúmulo de lixo em locais não apropriados foi considerado o responsável
por casos de  dengue em Osasco - SP, em 2008.


Atualmente, não existem tratamentos específicos ou vacinas eficazes para combater a dengue, portanto, o monitoramento da doença e programas de controle de vetores são os únicos métodos disponíveis para a prevenção desta enfermidade. No entanto, estas medidas em grande parte envolvem programas baseados em inseticidas, que são caros de manter, e a aplicação em grande escala, frequentemente despertam consideráveis preocupações ambientais.

Fumacê borrifando veneno em um bairro da periferia de Manaus - AM.

Receitas caseiras não ajudam a prevenir a dengue

Para escapar da picada do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, muita gente recorre a receitas caseiras que circulam na Internet ou dicas de amigos. Especialistas alertam que as recomendações alternativas não ajudam a prevenir a doença.
 
Comer alho, cebola, inhame, tomar vitamina C, chá de cravo da índia ou acender vela de andiroba são algumas das receitas populares. Mas nada disso impede uma pessoa de ser alvo da picada do mosquito, afirmam pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No caso dos alimentos, por exemplo, a pessoa teria de consumir grandes quantidades para liberar o cheiro das substâncias no suor e desviar a atenção do mosquito, explicam os pesquisadores.

Outra recomendação é passar repelente na pele. Segundo o epidemiologista e diretor do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edimilson Migowski, alguns produtos conseguem afastar o mosquito. Porém, o professor alerta que os repelentes agem, em média, por três horas e não podem ser passados no corpo a todo tempo.

“Durante uma parte do dia, você vai ficar descoberto”, diz. O mosquito tem hábitos diurnos e prefere alimentar-se no amanhecer ou ao entardecer. Pode picar as pessoas também no período da noite.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, também não indica as receitas caseiras. “Não tem eficácia comprovada e faz com que as pessoas não adotem as medidas eficazes.”
Jarbas Barbosa destaca a adoção de hábitos dentro de casa para acabar com os criadouros do mosquito. Entre eles, tampar a caixa d`água, desentupir as calhas, tirar a água das bandejas do ar condicionado e dos pratinhos dos vasos de planta e colocar tela em privadas e ralos pouco usados – que acumulam água parada, locais preferidos do mosquito para depositar os ovos.

Fazer essa vistoria em casa e no escritório pelo menos uma vez por semana é o suficiente, informou o secretário. Do ovo até a fase adulta, o ciclo de vida do Aedes aegypti leva de 7 a 10 dias.

“Quando você joga fora a água parada elimina de 60 a 100 larvas do mosquito. Nenhuma outra medida vai evitar [o surgimento] de tantos mosquitos de uma única vez”, acrescentou o professor Edimilson Migowski.

Um levantamento divulgado pelo ministério mostra que 48 municípios apresentam risco de surto de dengue neste verão. Em cada cidade, as equipes de saúde encontraram larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis visitados, taxa considerada preocupante.

A proliferação do mosquito da dengue aumenta no verão devido à alta temperatura e às chuvas que aumentam o número de locais com água parada e facilitam o depósito de ovos do inseto.

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
  
Edição: Lílian Beraldo