domingo, 13 de junho de 2010

As baleias correm perigo e precisam de nossa ajuda

Nos últimos 25 anos, a Comissão Internacional da Baleia (CIB) propôs quotas rígidas para a permissão da caça da baleia. Entretanto, em 24 de abril de 2010, foi apresentada nova proposta, que permitiria que o Japão, a Noruega e a Islândia - que caçam baleias amparadas por várias exceções ao monitoramento imposto em 1986 - pescassem por dez anos, mas sob limites rígidos estabelecidos pela CIB, que reduziriam o volume total pescado no mundo.

Estados-membros da Comissão Internacional da Baleia destacados em azul.

Estados-membros da Comissão Internacional da Baleia destacados em azul.


O Japão propôs uma quota anual de 935 baleias minke da Antártica, que não estão em perigo de extinção, limite que cairia para 400 ao longo dos próximos cinco anos, e para 200 nos cinco anos seguintes. A captura anual do País, de 320 indivíduos das espécies sei e mike em águas próximas do Japão, seria cortada para 210.


Campanha do Chile por Caça Zero de Baleias.

A proposta é uma tentativa de compromisso entre as nações pró-caça às baleias e os países que se opõem à atividade, como Brasil, Estados Unidos e Austrália. A comissão argumenta que a permissão da pesca sob limites bem definidos ajudaria a melhorar o modelo atual de pesca, sobre o qual não há nenhum controle.

No período de 21 e 25 de junho de 2010, a Comissão Internacional da Baleia (CIB) estará reunida em Marrocos para a votar esta nova proposta da pesca da baleia.

As organizações não-governamentais contestam as intenções da comissão e alertam para colapso de todo o esforço empreendido em mais de duas décadas pela preservação das baleias, e que o objetivo dessa proposta nada mais é do que legitimar as regras para a conservação das baleias e ordenar o desenvolvimento da indústria baleeira.

Os grupos de proteção animal presentes à reunião também identificaram várias incongruências no documento que:


  • legaliza por dez anos a caça chamada “científica” pelo Japão, dentro do Santuário Antártico, e não impõe restrições a esse tipo de matança;

  • cria novos santuários, mas permite a caça nos já existentes;

  • modifica o Comitê de Conservação da CIB, tornando mais difícil o monitoramento dos trabalhos da CIB pela sociedade civil;

  • não decide sobre a gradativa eliminação da caça às baleias, que sempre foi uma forte posição do Brasil e dos países que compõem o chamado “Grupo de Buenos Aires”;

  • pulveriza o trabalho da CIB por vários sub-grupos, cujo acompanhamento se tornará muito mais complexo, difícil e caro;

  • sugere o estabelecimento de quotas de caça para o Japão, a Noruega e a Islândia, desrespeitando a moratória à caça comercial estabelecida internacionalmente; e

  • dedica apenas um parágrafo de 2 linhas ao tema do uso não letal de cetáceos, como o turismo de observação de baleias, num documento de 40 páginas.


Se você não concorda com esta proposta de matança comercial e quer se solidarizar com as ações do Brasil contra a caça das baleias, acesse o sítio eletrônico da campanha do Chile por Caça Zero de Baleias e assine o abaixo assinado eletrônico que será entregue aos membros latinoamericanos durante a reunião anual da CBI.


Campanha do Chile por Caça Zero de Baleias.

São pequenas ações como esta que podem mudar os rumos de nosso Planeta, tornando-o cada vez melhor para se viver.

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