domingo, 23 de dezembro de 2012

ONU proclama 2013 como Ano Internacional para a Cooperação pela Água


Em dezembro de 2010, a Assembleia das Nações Unidas declarou o ano de 2013 como o Ano Internacional das Nações Unidas para a Cooperação pela Água, com base numa proposta de um grupo de países iniciada pelo Tajiquistão. Em agosto de 2011, a UNESCO foi oficialmente nomeada pela ONU para liderar os preparativos para o Ano Internacional e o Dia Mundial da Água em 2013.

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A cooperação pela água tem múltiplas dimensões, incluindo os aspectos culturais, educacionais, científicos, religiosos, éticos, sociais, políticos, jurídicos, institucionais e econômicos.

Uma abordagem multidisciplinar é essencial para entender as várias facetas implícitas no conceito e para misturar essas peças em uma visão holística. Além disso, para ser bem sucedida e duradoura, a cooperação pela água precisa de um entendimento comum do que sejam as necessidades e os desafios em torno da água. Construir um consenso sobre as respostas adequadas a estas questões será o foco principal do Ano Internacional e do Dia Mundial da Água em 2013.

Com relação aos recursos hídricos, o Brasil está numa situação privilegiada, sendo considerado um paíos rico em água. Calcula-se que cerca de 12% dos recursos hídricos de superfície estejam situados no país. Em 2007, por exemplo, a disponibilidade per capita de água elevou-se a 43.027 m³ por ano, acima da média mundial de 8.209 m³ per capita no mesmo ano.

No entanto, a distribuição de água no país é extremamente desigual entre as regiões. Só a Bacia do Rio Amazonas, que cobre cerca de 48% do território do país, representa 75% de recursos de água potável, mas abriga somente 4% de sua população.

A ausência mais dramática de abundância pode ser vista na região Nordeste, que inclui a maior parte da região semiárida do país. Abrangendo 18% do território brasileiro e cerca de 28% de sua população, a região Nordeste tem apenas 5% dos recursos hídricos do país e está sujeita a secas recorrentes e severas, fracassos das colheitas e escassez de alimentos. Já a Região Sudeste, que abriga 73% da população do país, 11% de seu território e cerca de 10% de seus recursos hídricos, possui os principais polos da economia industrial do Brasil e também tem a maior produção agrícola.
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