domingo, 17 de junho de 2012

17 de Junho: Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação

O Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação é celebrado anualmente no dia 17 de junho, desde 1995, o ano em que o dia foi proclamado pelas Nações Unidas. Neste dia pretende-se promover a sensibilização pública relativas à cooperação internacional no combate à desertificação e aos efeitos da seca. Consideram-se as áreas suscetíveis à desertificação aquelas com índice de aridez entre 0,05 e 0,65.
 
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A desertificação é o fenômeno que corresponde à transformação de uma determinada área em deserto. De acordo com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, a desertificação é "a degradação da terra nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas, resultante de vários fatores, entre eles as variações climáticas e as atividades humanas".
 
Convenção das Nações Unidas de Combate
à Desertificação.
Em 1977, aconteceu a Conferência das Nações Unidas sobre Desertificação, como forma de reunir as melhores experiências no combate à desertificação e mitigação de seus efeitos pelos países e organizações. Cada esforço no combate desse problema está inserido na implementação do Plano de Ação das Nações Unidas para o Combate à Desertificação.
O termo desertificação tem sido muito utilizado para a perda da capacidade produtiva dos ecossistemas causada pela atividade humana. Devido às condições ambientais, as atividades econômicas desenvolvidas em uma região podem ultrapassar a capacidade de suporte e de sustentabilidade, provocando o esgotamento do solo, tranformando-o em terras estéreis, causando erosão genética da fauna e da flora, extinção de espécies e proliferação eventual de espécies exóticas, geralmente mais adaptadas às mudanças ambientais.
 
O desmatamento não autorizado é uma das causas
da desertificação.
A falta de vegetação e a escassez das chuvas deixa o solo árido e sem vida, dificultando a sobrevivência das espécies vegetais e animais, bem como da espécie humana. Os moradores, agricultores e pecuaristas geralmente abandonam essas terras e vão procurar outro lugar para viver.

As principais causas da desertificação são as atividades agropecuárias insustentáveis, que provoca a salinização de solos por irrigação, o sobrepastoreio e o esgotamento do solo pela utilização intensiva e insustentável dos recursos hídricos por procedimentos intensivos e não adaptados às condições ambientais, além do manejo inadequado da agropecuária. O desmatamento não autorizado também está associado à desertificação.

O processo de desertificação gera grandes problemas econômicos e culturais, tendo em vista que reduz a oferta de alimentos, além de provocar custos com a recuperação da área degradada. Do ponto de vista ambiental, a perda de espécies nativas é uma consequência bastante danoso, considerando que estas espécies, muitas delas endêmicas, não podem ser mais recuperadas. 
  
Com relação aos problemas sociais, a migração das populações para os centros urbanos, a pobreza, o desemprego e a violência, são as consequências mais funestas da desertificação, que gera um desequilíbrio entre as diversas regiões mundiais, uma vez que as áreas suscetíveis à desertificação encontram-se em regiões pobres, onde já há uma desigualdade social a ser vencida.

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