A votação do novo Código Florestal brasileiro, marcada para a próxima terça-feira (6), na Câmara dos Deputados, vai enfrentar fortes resistências dos setores ambientalista e científico. Mesmo assim, o governo não abre mão de ver a matéria aprovada definitivamente, como está, nesta semana.
Leia também
- Abrampa repudia texto do Novo Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados
- OAB-RJ aponta inconstitucionalidades do novo texto do Código Florestal aprovado no Congresso
- 13 Razões para o Veto Total ao PL nº 1.876/1999 do Código Florestal
- As modificações do Código Florestal
- Ambientalistas da Paraíba convidam para ato público em defesa do Código Florestal
- Paraibanos protestam em Brasília contra as modificações ao Código Florestal
- ONGs da Paraíba convidam para protesto contra alterações no Código Florestal
- ONGs mobilizam a sociedade em prol dos manguezais #MangueFazADiferenca
- ONGs mobilizam a sociedade em prol dos manguezais, na Paraíba #manguefazadiferenca
- Manguezais no centro da polêmica do novo Código Ambiental
- ONGs protestam contra mudanças no Código Florestal na Paraíba

Um dos pontos que mais preocupam os cientistas é a redução das áreas de preservação permanente (APP) nas margens de rios. Um documento entregue pela SBPC ao relator da matéria na Câmara, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), e apoiado pela deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), aponta que as APPs serão reduzidas em 50% com o novo texto.
Esse e outros trechos teriam que ser suprimidos pelo relator, na opinião dos cientistas. Caso isso não ocorra, a SBPC fará uma movimentação social para pressionar a presidenta Dilma Rousseff a vetar o projeto.
Paulo Piau, por sua vez, explicou à Agência Brasil que não pode incluir novas mudanças no projeto, uma vez que ele já passou pela Câmara e pelo Senado, e, agora, será apenas revisto. "Recebi um documento deles. Tudo aquilo que for importante para a gente colocar dentro do que foi negociado e que for permitido pelo regimento, a gente pode colocar. Mas eles pedem muita coisa que não é mais possível", justificou.

Sobre a promessa de manifestações em todo o país pedindo que a presidenta Dilma vete o projeto, caso ele seja aprovado, Piau diz que é uma posição política e não acredita que a pressão dê resultados. Ele também não deve mexer no texto para atender aos parlamentares do Amapá sobre a redução das reservas legais em terras indígenas no estado.
Independentemente de os deputados suprimirem alguns dispositivos ou manterem integralmente o texto enviado pelo Senado, a matéria terá votação conclusiva na Câmara e será encaminhada, na sequência, para sanção presidencial.
Com Mariana Jungmann e Iolando Lourenço (Repórteres da Agência Brasil)
Nenhum comentário:
Postar um comentário