quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A difícil vida de uma tartaruga-marinha nas praias da Paraíba

Uma tartaruga-marinha fêmea, no último dia 16, tentou por um bom tempo encontrar areia seca para desovar e não consegue, devido à obra de contenção do asfalto, na Praia do Bessa, em João Pessoa, Paraíba.

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Quando uma tartaruga-marinha encontra um obstáculo como este no momento da desova, os prognósticos não são nada animadores. A tartaruga pode se machucar, ao se debater contra as pedras de concreto, tentando transpor o obstáculo, podendo contrair infecções e morrer.

Rastro na areia da Praia do Bessa, em João Pessoa-PB, mostrando atentativa de desova de
tartaruga-marinha. Foto: Associação Guajiru.
Caso volte para o mar, a tartaruga machucada pode depositar os ovos na água (perdendo então toda a ninhada). Caso esteja sangrando, pode ser atacada por peixes e também morrer. Ou morrer de estresse fisiólogico após horas de esforço procurando local para a desova.

Sem areia seca que permita a desova de tartarugas-marinhas,praia de João Pessoa
afujenta esses animais. Foto: Associação Guajiru.
  
Nas melhores das hipóteses, a tartaruga teve a sorte de voltar para o mar e conseguir desovar sem maiores problemas numa praia mais próxima. Mas o que alguns estudos tem demonstrado é que as tartarugas-marinhas perdem a ninhada, soltando os ovos na água do oceano ou morrem de estresse fisiológico. 

No caso específico desta tartaruga-marinha, de acordo com a Bióloga Rita Mascarenhas, da Associação Guajiru, ela não desovou. Depois de muito caminhar procurando onde desovar ela voltou para a água e não se teve notícias de seu paradeiro.


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